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Família acusada de manter mulher em regime de escravidão diz que divul

21 Dec, 2020

Família acusada de manter mulher em regime de escravidão diz que divulgação é prematura e irresponsável 

Os advogados da família alegam que sequer tiveram acesso a todos os elementos que envolvem o caso. 

A defesa da família acusada de ter mantido uma mulher em regime análogo à escravidão em Patos de Minas emitiu nota, na manhã desta segunda-feira (21), e classificou a divulgação do caso por parte dos fiscais do Ministério do Trabalho como prematura e irresponsável. Os advogados da família alegam que sequer tiveram acesso a todos os elementos que envolvem o caso. 

Segundo denúncia do Ministério Público do Trabalho, Madalena Gordiano passou os últimos 38 anos de sua vida em regime análogo à escravidão. Ela estaria sendo submetida ao trabalho de domingo a domingo, sem carteira assinada ou qualquer outro benefício, como descanso semanal, férias e 13º salário. O professor Dalton César Milagres Rigueira afirma que ela não era tratada como empregada e sim como integrante da família. 

Em nota, a defesa diz que a divulgação prematura, antes de um processo que por sentença reconheça a culpa, viola direitos e dados sensíveis daquela família e vulnera a segurança pessoal deles. Veja a íntegra da nota:

“Com respeito a todas as interpretações e ao direito de manifestação possíveis e válidas numa democracia, a defesa informa que ainda não teve acesso a todos os elementos que envolvem a senhora Madalena. A divulgação prematura e irresponsável, pelos fiscais e agentes do Estado, antes de um processo que por sentença reconheça a culpa, viola direitos e dados sensíveis daquela família e vulnera a segurança pessoal deles. A defesa seguirá, discreta e séria, atuando exclusivamente nos limites constitucionais e do Devido Processo Legal. Estamos em um momento de confraternização cristã e uma reflexão cautelosa, após conhecimento de todos os fatos nunca criará prejuízos”. 

Autor: Maurício Rocha Postado em 21/12/2020

Unipam e Fepam afastam professor acusado de manter mulher em regime an

21 Dec, 2020

Unipam e Fepam afastam professor acusado de manter mulher em regime análogo à escravidão 

A direção da instituição reforçou que não tinha conhecimento do caso e que não compactua de forma nenhuma com esse tipo de situação. 

O reitor do Centro Universitário de Patos de Minas, Milton Roberto de Castro Teixeira e o presidente da FEPAM, Paulo Vinícius Piva Hartmann, concederam entrevista na manhã desta segunda-feira (21) e comunicaram o afastamento do professor Dalton César Milagres Rigueira acusado de manter mulher em regime análoga à escravidão em Patos de Minas. Ela foi resgatada por fiscais do trabalho no final de novembro, mas o caso só foi revelado na noite desse domingo (20), após publicação de reportagem no Fantástico. 

A direção da instituição reforçou que não tinha conhecimento do caso e que não compactua de forma nenhuma com esse tipo de situação.

 

Veja íntegra da nota do Unipam:

Nós da FEPAM e do UNIPAM tomamos conhecimento de uma notícia, envolvendo caso análogo à escravidão, envolvendo um docente da instituição somente ontem, pela mídia, e informamos a todos que não comungamos com os atos ali relatados.

A FEPAM e o UNIPAM sempre irão prezar em cumprir a sua missão, que é transformar pessoas e sociedade por meio da excelência na educação. Tranquilizamos a todos: corpo discente, docentes e funcionários, bem como à comunidade em geral, de que todas as medidas cabíveis e legais já estão sendo tomadas. Ademais, informamos que o referido docente já se encontra afastado de suas atividades na instituição. 

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