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YOLA estreia pela Kindisch com single e clipe sublimes

02 Jan, 2022

 

YOLA estreia pela Kindisch com single e clipe sublimes 

As músicas sensíveis e emocionantes de YOLA o colocaram no radar de produtores brasileiros para ficar de olho. A personalidade sonora do DJ e produtor paulista é voltada para músicas mais calmas, com características que se misturam entre o eletrônico e o orgânico, e já foi reconhecido inclusive por Dixon.

Desta vez, YOLA nos contempla com um single, seguindo suas origens no ambient/downtempo, vindo por nada menos que a Kindisch, braço da gigante alemã Get Physical. A faixa “Uh, I Know” oferece melodias lúdicas e meditativas, e seu clipe não fica para trás, ambientando a dança a um mundo que se mescla entre o real e o sonho. 

As gravações aconteceram na ARCA e outros espaços por São Paulo, e quem ficou responsável por dirigir esse filme foi Eduardo Auricchio, amigo de infância de YOLA, enquanto quem dançou lindamente foi Sthéphanie Mascara. Nós trocamos algumas figurinhas com Eduardo para saber mais dessa relação de amizade e parceria entre essas duas mentes criativas!

HM – Edu, você e YOLA se conhecem desde criança, certo? Como surgiu o convite? Como essa conexão ajudou no trabalho de vocês? Sim eu o YOLA nos conhecemos há bastante tempo. Passamos praticamente toda infância e adolescência juntos. Inclusive o convite veio através do Fabio Ayrosa, amigo em comum de longa data também. Trabalhar entre amigos é sempre mais fácil e prazeroso, a energia criativa flui melhor.

HM – Notamos o uso de cores lisas, como preto, branco, amarelo e azul. Pode nos contar um pouco sobre o cuidado dessa escolha?Quando me convidaram, o YOLA já havia feito um primeiro tratamento de referências e cores que gostaria no clipe. Pensamos em ser bem objetivos e simples na escolha das cores do figurino, de forma que contrastasse com as cores das locações para ajudar na fotografia e na coreografia do filme. O destaque está para o pano amarelo como elemento cênico que permeia toda narrativa.

HM – Que ficou muito lindo e sensível é um fato, mas planejaram algo que não aconteceu? Qual era a ideia inicial do clipe? Que ideias mudaram durante o desenvolvimento do filme? Quando juntam pessoas talentosas com vontade de fazer acontecer tudo fica mais fácil. O planejamento foi bem assertivo, tivemos o tempo justo e necessário para cumprir as etapas de pré-produção. Não tivemos nenhuma mudança significativa na estrutura do clipe e o timing foi perfeito.

HM – Conte um pouco mais sobre a parte técnica do filme, os equipamentos que vocês usaram e o porquê da escolha deles, como foi a pós-produção?Como fizemos o clipe de maneira colaborativa, não tivemos muitas opções na escolha de equipamentos e mão de obra. Gravamos com o meu setup de câmera, uma Blackmagic Pocket 6K e lentes Canon EF com filtros ND e difusores. Utilizamos três linguagens de movimento de câmera, câmera na mão, tripé e gimbal estabilizador. Em relação a luz, trabalhamos com um único refletor, Aperture 300, uma luz versátil e que cabia no nosso orçamento. Já a pós-produção o que mais deu trabalho foi o color grading, o Vinicius Cassiano contribuiu bastante para o resultado final da imagem.

HM – Qual foi o maior desafio desse projeto?O maior desafio sem dúvidas foi o tempo. Quando iniciamos o processo criativo, tínhamos praticamente 20 dias corridos para executar todo o projeto. Fizemos da maneira como as agendas nos permitiram, afinal, todos temos outros trabalhos e projetos em paralelo. Mas o universo conspirou e fez com que todas as pessoas envolvidas, o tempo e as locações estivessem disponíveis naquele momento. Inclusive, um fato muito interessante na gravação da última cena do clipe, começou a chover granizo, fizemos o take correndo para não danificar os equipamentos e o que de fato deu um charme para essa cena.

“Uh, I Know”, além do clipe no YouTube, também está disponível nas principais plataformas digitais.  


 



 

 

Novo Green Valley: para ver, sentir e ouvir

02 Jan, 2022

Novo Green Valley: para ver, sentir e ouvir

 

Recomeçar realmente não é fácil, principalmente quando se carrega os louros de ser cinco vezes o melhor clube do mundo pela votação popular da DJ Mag britânica. A cobrança é grande!

Após vinte meses de portas fechadas pela pandemia da Covid-19, com um ciclone bomba para deixar o caminho ainda mais conturbado, o recomeço foi um tanto quanto desafiador. Quem sabe, um empurrão para que planos e sonhos pudessem sair do papel?

Não da melhor forma, podemos concordar, mas a diferença de um time que joga junto e pensa positivo, para o que se arrasta lamentando, é a capacidade de transformar situações em oportunidades e virar a chave para que o novo possa ganhar espaço.

Com toda a sua trajetória e história com equipe, artistas, agências, cidade e, claro, com o público, ousamos dizer que o Novo Green Valley foi erguido muito mais do que a quatro, seis, oito mãos.

E no início de dezembro, mais especificamente dia 9, o clube reabriu as suas portas, sorridente, alegre, isso porque o Green Valley não tem um rosto – ok! [rs] – mas vários. E se você já havia curtido uma noite no clube em Santa Catarina, vai se surpreender com a transformação. 

 

A reabertura foi uma sequência de três noites, com mais de 25 atrações. Nós, da House Mag, fomos a primeira da série “Together We Rise”. A recepção, como sempre, impecável, tudo novinho em folha, com cada detalhe desenvolvido com muito carinho.

A tenda original, destruída pelo ciclone bomba, não estava mais lá, dando vida a lembranças que ganharam uma coleção incrível de produtos em parceria com a cerveja Becks. Mas calma, o clube manteve a tradição e colocou uma nova, que pode ser vista nos pontos mais altos.

Os bares ganharam mais espaço para facilitar a circulação, o que é visível em todo o clube na verdade, o que proporcionou maior mobilidade para o público. A pistinha que ficava na parte superior do Green Valley deu lugar a um chill out que pode se transformar, também, em uma área multifuncional.

Vamos para o main stage! Yes! Quem fez as honras da primeira abertura foram os DJs Rodrigo Vieira e Rod B, que entregaram lindamente a pista para Ashibah e Meca. A meia luz, o clube pareciam reservar algo surpreendente. Detalhe: que setup para nossos artistas tocarem! 

 

Que baile esses dois fizeram. O back to back inédito dos produtores casou tão bem, que não sabíamos que precisávamos vê-los juntos – até vê-los juntos [rs]. Quanta energia, alegria e sintonia. Sem efeitos, sem luzes em sua totalidade, mas muita vibe e um repertório que mexeu com a ansiedade da galera.

Após um set lindo, cheio de presença, a surpresa. O grande telão atrás do palco acendeu, exibindo um vídeo com cenas dos últimos meses do clube. A trilha sonora não poderia ser outra, e ao vivo. Ashibah cantou o hino do clube neste novo capítulo, “Praise You”, acompanhada pela Orquestra Sinfônica de Joinville. Sinceramente: de arrepiar!

E enquanto toda a história ia sendo contada, os músicos começaram a tocar “Opus”, orquestrando a nova iluminação do Green Valley, que foi se revelando pouco a pouco, até ser completamente apresentada para o público que se envolveu magicamente. 

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Pronto! Que ambientação assinada pela holandesa 250K. Os olhos se perdiam tentando não perder cada detalhe da iluminação, decoração. Se o clube já aguçava os sentidos de quem se jogava na pista, imagina agora?!

Com essa apresentação, KVSH e Dubdogz assumiram a responsabilidade de dar continuidade a festa. O clima emotivo deu lugar a vibração e energia. A finaleira ficou na conta do Bhaskar e Mojjo, que deixaram aquele gostinho de quero mais com um set especial. 

 

Acompanhamos os outros dois dias via Stories, desejando estar lá novamente [rs]. Mas, para quem não pôde curtir essa reabertura ao vivo e a cores, fica o convite para a temporada de verão do Novo Green Valley. Vale a pena conhecer o clube que se fortaleceu e trouxe uma proposta sensorial, pronto para escrever novos capítulos, na história do GV e na nossa história!

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